Repiquete no Meio do Mundo


Avisinho

Povo querido!!!

Aconteceram as convenções e logo logo começa a campanha.

Não quero colocar o anti-mané aqui no blog(moderação), portanto, zêlo nos comentários. Ou quando quiserem bater na poster, em outros comentaristas, nos candidatos ou nas autoridades, tenham a coragem e a dignidade de assinar seus nomezinhos.

Pseudônimo ou nome trocado em debate sério é totalmente dow. Coisa de Mané.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h09
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Um país mais justo

Charles Chelala

A maior das mazelas que assola a sociedade no Brasil é a profunda diferença que marca a qualidade de vida entre as camadas mais ricas e as mais pobres do país. Tal situação já nos legou a alcunha de “Belíndia”, sugerindo que uma parte do Brasil tinha padrão de vida similar à da Bélgica enquanto outra, imensamente maior, amargava as agruras de viver na Índia.

As origens para a situação são históricas: começa na colonização do tipo “exploração” preconizada pelos lusitanos; passa pelos quase 400 anos de escravidão e é aprofundada por um modelo industrializante que concentrou riquezas nas mãos de poucas famílias. O modelo liberal periférico implantado a partir da década de 1990, só fez acirrar a situação, agravada por pífios índices de crescimento econômico. Com isso, o Brasil está entre as dez maiores economias do mundo (comparando o PIB) e nas últimas colocações em desigualdade de renda.

Por tudo isso, a queda da desigualdade de renda entre as pessoas ocupadas divulgada pelo IPEA na semana passada é um motivo de comemoração. Entre 2002 e 2007 observou-se que o índice de Gini (que é o indicador que mede a distribuição de renda) caiu de 0,540 para 0,509, atestando uma menor concentração da renda no país, ainda que estejamos distantes das nações “civilizadas”, cujo índice oscila em torno de 0,400.

Mais interessante é o fato de que o fenômeno não se deu por um achatamento da renda dos mais ricos, o que também reduziria as disparidades, mas não representaria melhoria na qualidade de vida dos mais pobres. O que ocorre no Brasil dos últimos anos é um aumento geral da renda, sendo que as camadas mais baixas crescem em ritmo superior às demais. O dado contribui para desmistificar uma crença de que todo o crescimento econômico seria concentrador de renda.

Este movimento é mais recente, observa-se somente a partir de 2004 e pode ser apenas conjuntural e passageiro, mas não deixa de ser alvissareiro.

Infelizmente, o eixo central da política econômica não permite que sejamos mais otimistas, pois, conforme já tratamos aqui, ao invés de aproveitar o momento e saldar uma dívida de séculos, o governo prefere pisar no freio e ir mais devagar.

Economista e professor



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h06
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Seguindo

O lutador de taekwondô  aqui de casa, Ricardo Dias Filho, continua seguindo nas conquistas e no sábado fez exame de faixa, passando de faixa preta para segundo DAM.

Um dos mais importantes mestres do esporte no Brasil, Mestre Kim Yong Min, presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo, participou do exame de faixa do Amapá.

 Ricardinho, entre Mestre Kim e Mestre Junior Maciel.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h03
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Na despedida das festas juninas deste ano, participamos do animado arraiá de Jesuíno e Erick Rocha, no sítio do Grupo Fortaleza.

Veja os flashes da animada turma

 Nós      Largada

 Ari Silva(Supermercado Santa Lúcia)o apresentador oficial. 

Erick e a namorada   

 



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h59
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Repiquete é Memória

O Formigueiro, atrás da Igreja Matriz de São José.

Contribuição do Historiador e Coordenador Municipal de Cultura, Sérgio Lemos.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h53
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Cair do cavalo

 

Dom Pedro José Conti

Bispo de Macapá

 

 

Peço desculpas a São Pedro se este ano vou falar mais de... São Paulo. Acontece que a partir do final de junho até a mesma data do próximo ano celebraremos, no mundo, todo o Ano Paulino. Uma forma que a Igreja Católica encontrou de lembrar e festejar, de maneira extraordinária, aquele grande apóstolo, missionário e evangelizador dos pagãos que foi, justamente, São Paulo.

Todos devemos lembrar a presença do então Saulo, no apedrejamento do protomártir Estevão, narrada nos Atos dos Apóstolos. Como também sempre chama atenção a famosa queda dele do cavalo no caminho rumo a Damasco. Saulo mudou radicalmente de vida e até de nome. De perseguidor, tornou-se testemunha de Cristo, a tal ponto de ser martirizado, em Roma, por volta dos anos 70.

Pensando bem, o nosso encontro com Jesus deveria ser para mudar mesmo a nossa vida. A outros santos famosos, por exemplo: Santo Agostinho, São Francisco, Santo Inácio de Loyola, aconteceu o mesmo. Eles mudaram de vida, de uma vez por todas, deixando para trás tudo o que começaram a reconhecer como “lixo”, segundo as palavras do próprio São Paulo. Com a fé encontraram o tesouro mais valioso de todos.

Nem sempre as conversões aconteceram e acontecem com tanta rapidez e determinação. No entanto, de uma forma ou de outra, algo de visível e concreto deve aparecer. Quando a nossa fé e as suas manifestações viram rotina, bem encaixadas no planejamento da nossa vida, junto - por exemplo- ao trabalho, ao passeio, às compras, às férias, é para por em dúvida se encontramos o Jesus verdadeiro ou uma caricatura dele, adocicada e folclórica. Mais enfeite de parede, de pescoço ou de orelha, do que razão de vida. 

Se as nossas crenças não incomodam, nem um pouco, o nosso cotidiano, é sinal de que ainda não caímos do nosso cavalo. Ali estamos bem instalados, com todas as nossas seguranças. Chegamos a pensar que Deus esteja conosco, simplesmente porque nós o colocamos, devota e respeitosamente, em um cantinho da nossa vida. Mas atenção: pode ser somente um amuleto contra os malefícios e o mau olhado.

O seguimento de Jesus é sincero, quando deixamos que ele revolucione a nossa vida: nas idéias, nos projetos, na busca e no uso dos bens, no encontro com as pessoas, na consciência. Exceto isso é difícil acreditar que algo de novo tenha acontecido, realmente, em nossa vida. Jesus continua bem fechado no seu sepulcro, ainda não ressuscitou para nós.

Nesse sentido, São Paulo sempre será um exemplo de mudança de vida séria e profunda, mas também de amor apaixonado por Jesus. O ódio e a perseguição dos cristãos transformaram-se em total dedicação e seguimento destemido. O apóstolo ficou tão feliz por ter sido agarrado por Jesus, que não queria mais deixá-lo. O único medo dele era ter corrido em vão e perder, no último instante, o prêmio incomparável que aguarda todos os que travam o bom combate da fé.

Se alguém achar que esse homem foi um fanático, um carente com complexo de inferioridade, que se autopromovia defendendo o próprio trabalho apostólico com discursos brilhantes de oratória, é porque nunca leu as suas cartas. O objeto da pregação de São Paulo foi a Cruz do Senhor Jesus, e a única razão da sua vida, o amor incondicional a Ele. Nem o maior namorado diria à namorada que, por amor, está disposto a “desculpar tudo, crer tudo, esperar tudo, suportar tudo” (cfr. 1 Cor 13,7). Seria arriscado demais. No entanto São Paulo falava assim do amor de Deus, do amor que deveria tomar conta da nossa vida, do amor verdadeiro que jamais acabará. Que coragem! 

                       



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h51
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Li no blog do DJ Ronaldo Monteiro(HTTP://djronaldomonteir0.blogspot.com) e dou a dica aqui.

Registro de B.O. on-line!!

 

Agora você cidadão já pode fazer o seu Boletim de Ocorrência sem sair de casa. Isso mesmo! A Polícia Civil do Amapá implantou um sistema de B.O on-line, sendo assim você não precisa mais sair de sua casa e ir até a delegacia, basta apenas acessar o site e seguir os procedimentos. Você só vai à delegacia caso seja chamado. Abaixo o link direto para a página on-line do Boletim.

Acesse: http://www.policiacivil.ap.gov.br/boletim_acao.php



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h50
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Meia-boca

Estou atualizando o blog de Brasília.

Portanto, o blog está “meia-boca” e sem os  buxixos pré-convenções.

Mas podem contar tudo, aí na caixinha de comentários.

E ir pilotando o blog.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h05
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Caro e dolorido

Deputada Fátima Pelaes foi persistente e determinada para garantir a candidatura pelo PMDB à Prefeitura de Macapá.

Foi colocada como moeda de troca, e se o PDT aceitasse retirar a candidatura do deputado Bala à Prefeito de Santana, o seu partido, o PMDB, maquinava um constrangimento para a Fátima que seria o king-kong do ano: Iria dar a vitória na convenção ao apresentador do programa policial Bronca Pesada, Belair Junior.

Mas a candidatura custou caro. Custou à Fátima se licenciar do cargo e emprestar seu mandato ao suplente, Não sei o Quê Sabino.

Veja nota do bem informado Blog do Carlota.

"Confirmada ...

... a notícia, conforme anunciamos, a licença da deputada Fátima Pelaes (PMDB), da Câmara dos Deputados, com isso, garantiu o direito de ser candidata a prefeita de Macapá pelo PMDB. O site da Câmara dos Deputados, amanheceu assim:

Fátima Pelaes

Partido UF - PMDB - AP

Não está em exercício - Licenciado."

Mas o Belair até que tem pinta de prefeito, num tem não? Fala sério.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h01
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A dor de FH

 Foto- Blog do Noblat



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h52
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Lexotam

TSE não julgou na sessão de ontem os processos de cassação dos deputados estaduais Dalton Martins, Francisca Favacho, Eider Pena e Jorge Souza.

Ficou para sessão de quinta-feira.

Lucas Barreto X Papaléo

“O senador Papaléo Paes seria a última pessoa a ter uma procuração minha. Para isso precisa ter honra, ter palavra e assumir seus compromissos”.
Essa afirmação foi feita pelo ex-deputado estadual Lucas Barreto (PTB), no programa Luiz Melo Entrevista.

Piti

João Trajano(PR) não aceita abrir mão da candidatura de prefeito e ser vice na chapa de Dalva Figueredo(PT).

E ameaça pedir desfiliação do PR, partido cujo dono é o chefe João Henrique, prefeito do PT.

Trajano foi esfriar o cabeção nas águas geladas dos igarapés do interland do Amapá.

Belair, ô Belair

Se nem o Belair Junior foi pro café da manhã que ele próprio ofereceu à imprensa, "alvará" eu.( Alcinéa Cavalcante, jornalista)



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h27
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Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h24
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Continuamos Caminhando

A jornalista Márcia Corrêa colocou no ar o blog
http://confrariacaminhando.blogspot.com.
Esse blog é um pouco do registro da memória do Movimento Estudantil na
década de 80.
Caminhando era uma tendência muito forte do Movimento Estudantil, ligada ao
PT. Eu era dessa tendência no Pará.

Foto da Operação Pula Roleta na luta pela meia-passagem, conquista de nossa geração.

Em primeiro plano o Benatti, hoje Doutor em Direito Agrário e presidente do Instituto de Terras do Pará, enfrentando o choque da PM de Jáder Barbalho.

Vá saber dessa e de outras histórias no HTTP://confrariacaminhando.blogspot.com



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h20
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Nós na Fita

O Tribunal Superior Eleitoral- TSE colocou na pauta de julgamento desta terça-feira, a cassação de quatro deputados estaduais do Amapá: Dalton Martins e Francisca Favacho, do PMDB, Eider pena, do PDT e Jorge Souza, do PCB.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h12
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Fortíssimas

Pode Sobrar para Lucas Barreto.

Gilvan Borges, presidente do PMDB, soltou que: se o PDT não retirar a candidatura do deputado Bala à prefeitura de Santana, o PMDB poderá fechar o apoio a Lucas Barreto em Macapá e não apoiar o candidato do PDT Roberto Góes.

No PMDB tanto Fátima Pelaes, quanto Belair, pelo jeito estão “jantados”.

Delúbio estava em Macapá

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e do mensalão, esteve circulando em Macapá dias atrás.

Belair deu Bolo

Me disseram que o apresentador Belair Junior não foi ao café da manhã que ele mesmo estava oferecendo a imprensa no sábado, para anunciar sua disposição em disputar a convenção do PMDB e concorrer a PMM.

Será Belair?

Eu recebi o convite de Belair, mas não pude ir. Nesse horário eu tinha que comprar camarão pitú na feira.

 



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h37
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Piada de Salão

Uma caravana da alegria esteve mais uma vez participando do Salão do Turismo em São Paulo. Na caravana, bancados com o dinheiro do contribuinte, claro, estavam entre outros, o prefeito João Henrique, gente do governo e da secretaria estadual de turismo.

O Governo do estado tinha stand institucional novamente no Salão, mais uma vez mostrando potencial e vendendo roteiros.

O detalhe é que essa gente não consegue cuidar do Trapiche nem colocar um bondinho pra voltar a funcionar no local mais nobre da cidade. Até o restaurante do Trapiche, que era o mais freqüentado por turistas que vinham a Macapá, foi vender sua gastronomia regional em outra freguesia.

Fala sério!

Asfaltos e Buracos

As fortes de chuvas de junho mostraram antes da hora o asfalto sonrisal de Waldez e de João, o governador e o prefeito.

E apareceu cada “teba” de buraco.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h34
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Repiquete é Memória

Jornalista Hélio Penaffort com seu pai Rocque Penafort. Foto: Arquivo do deputado Ruy Smith.

Olha esse time. Sei que estão nessa foto o ex-governador Capiberibe e o jornalista João Silva. Quem souber pode registrar os outros na caixinha de comentários.

Foto: Arquivo José Façanha

 

 



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h33
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Noticias das Assessorias

Começou o Sesc Verão

 Começou no dia 21 de junho a 6ª edição do Sesc Verão – evento que acontece anualmente no período das férias escolares e conta com uma vasta programação recreativa, cultural e desportiva durante as últimas semanas do mês de junho e todo o mês de julho.

Mais SESC

Dia 23 de junho - Curso de roteiro e produção de curta metragem, ministrado por Ivan Carlo Andrade de Oliveira e Alexandre Brito Pereira, no Sesc Araxá, sala de exibição Charles Chaplin, das 08h às 12h. Término dia 28 de junho. Inscrições: Central de Atendimentos a R$3 comerciário e R$5 usuário.

 Dia 24 de junho - Projeto Sonora Brasil: Orquestra do Estado de Mato Grosso, com o concerto Música Orquestral, às 20h na Casa Brasil em Santana. Entrada 01 kg de alimento não perecível para o Mesa Brasil.

 Dia 25 de junho - Projeto Sonora Brasil: Orquestra do Estado de Mato Grosso, com o concerto Música Orquestral, às 21h no Teatro das Bacabeiras. Entrada 01 kg de alimento não perecível para o Mesa Brasil.

 Dia 27 de junho- Projeto Toar (música de tradição oral regional e instrumental de qualidade), às 19h na área da lanchonete do Sesc Araxá com a banda Bahamas Jazz Band. Entrada franca.

 Dia 27 - Forrozão do Sesc, com comidas típicas, música ao vivo, quadrilha do avesso (colaboradores do Sesc) e participação de quadrilhas convidadas. A partir das 20h. Entrada franca.

 

 Sebrae realiza o curso Como falar em Público

PERIODO: 23 a 27/06/2008

CARGA HORÁRIA: 20 horas

HORÁRIO: Turma tarde – 14h às 18h

                    Turma noite – 18h30min às 22h30min

INVESTIMENTO: R$ 50,00

Projeto criando Sistema Cicloviário do Amapá é aprovado na AL.

Ciclovias e espaços de inclusão para o transporte alternativo são o objetivo de autoria do deputado Camilo Capiberibe.

Deputada Janete Cabiberibe consegue liberação de 1,2 milhões de reais para as Prefeituras do estado do Amapá.

Os recursos são de emendas de autoria da parlamentar no Orçamento Geral da União.

Projeto Meu Ambiente

A Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público do Amapá concluiu a primeira ação do projeto “Meu Ambiente”, com o objetivo de esclarecer a sociedade a respeito de licenciamento ambiental, desmatamento e ordenamento territorial no Estado.

Durante o evento foi lançado o CD Santuário, feito pelos artistas regionais com canções sobre as Unidades de Conservação do Amapá, e apresentado o projeto Universo Encantado, de música e poesia com temas de Educação Ambiental para as escolas públicas.

 

 



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h25
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OS CAMINHOS DE HANNE

Fernando Canto

Sociólogo

 

 

A filósofa espanhola María Zambrano, um dos pilares da luta contra ditadura franquista, dizia que o tempo é o único caminho que se abre ao inacessível absoluto, e que um caminho, porém, não circunda ou atravessa simplesmente um território. Ele é uma realidade mediadora que retém ou evita alguma coisa do lugar onde ele está sendo aberto. Ele cumpre, assim, o seu papel que é conduzir aquilo que, sem ele, não teria a menor possibilidade de existência: um ser que se encontra inelutavelmente em um lugar onde não pode instalar-se.

Eu diria que Hanne foi esse caminho. Porque o caminho também é um certo vazio (como o que fica, como o que foi aberto). E para se fazer um caminho sempre há necessidade de destruir, de arrancar o que se encontra de frente, pois o tempo também passa arrancando o ser, o ser como tal e o ser daquele que passa por ele, que é o homem. Mas se um caminho cumpre a sua função de mediador, se ele é verdadeiramente um caminho, ele terá feito a sua destruição apenas para criar uma relação diferente, uma relação possível e válida, adequada ao ser do homem, para quem o caminho se abre.

Então os caminhos de Hanne foram feitos para os outros em inquestionável lição de amor aos seres humanos que a circundavam. Os caminhos abertos por ela com seus gestos delicados e postura firme (ambigüidade alternada em cenários diferentes), se deram como ácido em terreno de ferro, pois há sempre um resquício de mistério nas atitudes de quem ousa escolher a direção daquilo que se quer construir. E se os caminhos são estradas prestes a se abrirem pela ação de quem assim o deseja, se os caminhos são destinos, tempo, espaço ou poesia, não há dúvida que ela experimentou ser a destinatária privilegiada de uma solene, oculta e bela investidura desenvolvida com o consentimento inelutável das pessoas que vieram a ser tornar suas amigas. Mas a despeito de situações ou problemas políticos oriundos de sua família (inevitável carma de quem detém o poder), Hanne multiplicou sua capacidade de absorção da realidade cartesiana, num tempo sucessivo, para juntar pedaços de seres e fatos em sua caminhada pré-determinada, agindo sobre uma realidade amapaense aparentemente surda, fragmentária e descontínua.

Assim como a via-láctea se torna um caminho em que viajamos sem percebermos, a presença de Hanne no cosmo decerto já sabe a resposta do destino que nos aguarda no mundo astral, nesse plano sem volta que os homens e mulheres mitificam e acreditam. Assim como as águas do Amazonas se misturam às do oceano sem que saibamos do seu limite exato, Hanne já percebeu no seu mergulho ao profundo pélago equatorial que ali a vida surge, explode e renasce quando o sol flutua sobre as mágicas manhãs de nossa terra, espalhando fótons e almas voláteis em busca da vida verdadeira.

Guardarei comigo a túnica cuidadosamente desenhada por ela para o desfile dos Boêmios, pois um desfile se faz por uma passarela, uma via, um caminho, aberto também pelo sonho de sermos seres humanos melhores. Os tambores do marabaixo e do samba repercutirão enquanto soubermos a lição de sua humildade. E não importa que resvalemos na vida, que sonhemos ou não: devemos exigir o despertar, porque o ser pesa e comprime, mas tem que sair do seu recinto original, das túnicas que vestimos para desfilar, para abrir caminhos além daqueles que nos são permitidos. A vida é dádiva para quem vive e nela existe o sonho numa vasta panóplia de representações em que estão os amigos, as raras pessoas como Hanne, que abriu caminhos, portas e portos. E viveu humanamente.

 



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h23
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Reitor da UNIFAP assume vaga na Farmacopéia Brasileira

O reitor da Unifap, José Carlos Tavares será um dos quatro empossados este mês na  Farmacopéia Brasileira, que é o Código Oficial Farmacêutico do País, onde se estabelece a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil. Este fato é de grande importância para a UNIFAP, que assim demonstra a existência de pesquisadores no seu quadro, com produção científica relevante frente as sociedades científicas brasileiras. 



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h21
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Combate a poluição sonora

Não contrate para sua festa e eventos um treme-terra chamado Som Botafogo.

Ontem este som veio tocar na festa junina da minha rua e o som foi uma coisa insuportável. Alarmes de carros disparavam, vidros tremiam, todos ficavam incomodados, mas ninguém queria chamar o Batalhão Ambiental pois a festa era de toda a comunidade.

O operador do som não atendia nem a organização da festa, que pedia para baixar o som.

Este som presta serviços, pelo que informaram, à Secretaria de Cultura, que podia exigir dos seus contratados de serviços de som, que respeitassem os limites previstos na legislação que trata de poluição sonora.

Leia sobre o Arraial d Almirante no blog da jornalista Alcinéa Cavalcante



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h20
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EM DEFESA DE UM IDEAL

Ruy Guarany Neves

 

 

     Algumas pessoas já me perguntaram, por que defendo a deputada Fátima Pelaes? Eu sempre respondo: Primeiro porque amapaense e segundo, porque vejo na deputada, uma expressão política de valor, que vem dedicando a sua vida, em defesa dos mais altos interesses do Amapá e do povo, que ela sempre colocou acima de quaisquer objetivos, que possam desviar os rumos traçados pelo seu projeto político.

     Venho acompanhando a trajetória política da deputada, a partir do seu primeiro mandato e pude constatar de que se trata de uma pessoa ilibada, que se preparou para servir. Não me decepcionei e hoje, quando a deputada cumpre o seu quarto mandato, reforço a minha convicção no valor que ela representa para o Amapá e o seu povo.

     Detentora de uma bagagem de bons serviços prestados à sua terra, além das atividades parlamentares, Fátima Pelaes mostrou competência e exemplar senso de responsabilidade, no exercício de cargos executivos. Os méritos alcançados no decorrer da sua carreira pública lhe oferecem condições de sobra, para pleitear degraus mais altos do contexto administrativo do Estado. A primeira tentativa aconteceu em 1996, quando concorreu à prefeitura de Macapá. A segunda ocorreu em 2002, na disputa pelo governo do Estado. Os insucessos sofridos, não abalaram o seu ânimo, pelo contrário, aumentaram o seu entusiasmo e perseverança, na concretização de um ideal, que permanece vivo, ao ponto de se expandir aos diversos segmentos da sociedade amapaense, que passaram a admirá-la, respeitá-la e acreditar em seu potencial político.

    Ao se apresentar como pré candidata à prefeitura de Macapá às Eleições Municipais 2008  e confirmada  em  entrevista coletiva  do presidente do PMDB, senador Gilvam Borges,  Fátima Pelaes foi muito aplaudida por membros do partido e  grande número  de adeptos que lotavam o auditório regional do PMDB. As lágrimas derramadas pela deputada, serviram para mostrar claramente a sua convicção de que, finalmente , chegara  o momento tão esperado, que lhe possibilitara  a se dedicar,com maior  empenho, à pré campanha , que antecede  a convenção.

    Sem se importar com as especulações de que venha a recuar ou até ser rejeitada pelo partido, que conta com militantes que não conseguem afastar o preconceito, Fátima Pelaes afirma  que continuará como pré candidata e nessa condição, se fará presente a convenção do dia 28. Homologar a sua candidatura, é uma questão de respeito ao que fora acertado anteriormente,através de compromisso assumido pela direção do partido. Qualquer tentativa  que vise obstacular  a sua  participação na disputa pela prefeitura de Macapá, então, ficaria  caracterizada a hipocrisia, gerada pelo jogo de interesses, que poderia  resultar num preço muito alto  ao PMDB.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h19
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Mil por Hora

Confraria Tucuju está cheia de projetos e atividades, agora sem brigas e sob a presidência da advogada Telma Duarte. Aguarde o primeiro Sarau Cultural da Confraria que acontece na Lua Cheia de julho.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h18
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Capitão da PM morre em acidente de trânsito na Paraíba

Morreu essa madrugada vítima de acidente de trânsito no estado da Paraíba, o oficial da Policia Militar do Amapá, Capitão Eneildo, da Casa Militar da Assembléia Legislativa.

O oficial era casado com a empresária Ana Lúcia Colares.  



Escrito por Alcilene Cavalcante às 15h00
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 Belair Junior confirma pré-candidatura

Apresentador Belair Junior, do Programa Bronca Pesada, convida a imprensa para um café da manhã no sábado, para confirmar sua intenção em concorrer como pré-candidato pelo PMDB à Prefeitura de Macapá.

Vai concorrer com Fátima Pelaes na convenção do PMDB



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h24
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Já participou da consulta pública do MP?



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h23
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Era uma vez São João....

 

O “Psiu” era o marcador de quadrilha mais importante do Laguinho, tamanha celebridade não era por ser o melhor, mas sim o mais presepeiro. De voz grave, o negro Anacleto não combinava com seu corpo franzino. De canela fina e esbranquiçada de poeira, (até hoje no Laguinho pede-se uma cerveja “canela do Psiu”) tinha ainda o jeito engraçado  e cheio de pose de dar os comandos, além de geralmente antes do ensaio já ter passado pelo Tio Duca, Tabelão ou Pau da Marreca, botecos mais conhecidos do bairro. Não lembro de ter visto alguma quadrilha do Psiu se apresentando, mas que era o mais conhecido isso ninguém nega.

Tinha o “anarriê”, “balanciê”, “olha a chuva”, “é mentira”, “olha o formigueiro”, “também é mentira”, sem contar o serrote, maresia, mas o mais esperado, era a dança do beijo e da vassoura. A primeira por ser o momento de dar e ganhar bitocas e a outra pra dançar na roda com o par de nossa escolha. Os ensaios começavam no mês de maio pra alegria da molecada. No meio da rua, os pares se organizavam do menor para o maior pra ensaiar ao som do Rei do Baião e refrões de “olha pro céu meu amor, vê como ele tá lindo”. Os ensaios eram muito bons pra namorar, os sortudos tinham seu paquera ou pretendente como par, aí era a glória, dois meses de mãos dadas, todas as noites, era muita felicidade!

As roupas não precisavam ser todas iguais, cada um vinha como queria, ou podia. As moças de vestido de chita, os “cortes” eram comprados no Rei da Roupa ou Pernambucanas, enfeitados com rendas, fitas, fitilhos e patichouli, estes podiam ser encontrados no Bazar Brasil, Armarinho Colorado, Variedades ou Moderninha. Na cabeça, chapéu de palha com fita e flores de plástico na beirada. Nos pés, sapato com meia simples ou meia- calça. Pra caracterizar mais faltava só a maquiagem, essa sim era exagerada, muito batom, sombra, pó compacto e não podia esquecer as pintas e sinais feitos com lápis de olho.  Para os rapazes era mais simples, calça enfeitada com retalhos, camisa de chita, chapéu, e pra fazer o bigode bastava um pedaço de carvão ou rolha queimada. Era coleta pra comida, mutirão pra fazer bandeirinha de revista e arrumar a rua. Na festa, a quadrilha era atração principal, mas também tinha a escolha da miss caipira. As brincadeiras eram a pescaria, onde os prêmios não passavam de lápis e bonecas ou carrinhos de plásticos, quebra-pote e o pau-de-sebo. Mas isso era brincadeira de criança, pros maiores o bom era a “cadeia do amor” e o “correio sentimental”. Ótima oportunidade de se declarar e ter a chance de arrumar um namorado, o pior que podia acontecer era levar um fora e servir de chacota até o final do ano.

Na Mãe Luzia os ensaios eram esperados ansiosamente, foi o tempo de inocentes namoros e outros nem tanto. A minha madrinha Virgínia, que faleceu no ano passado, aproveitava pra reunir a molecada no aniversário de seu filho Pururuca (“aquele” Pururuca!) e nos dias dos santos. Depois de comer, íamos para a frente da casa passar fogueira, todos viravam compadre e comadre. Quando a fogueira chegava ao final cada um corria pra pegar em casa qualquer pedaço de carne, frango ou charque pra ser assado na brasa. Depois foi a vez dos meus filhos curtirem as festas de São João e como o Pedro Caio faz aniversário em junho, eu acabava passando o mês todo envolvida com bandeirinhas, foguetinhos, mingau e cocada. Foi tanta festa com o mesmo tema que o Caio chegou a pedir um aniversário “normal”, com brigadeiro e canudinhos em vez de beijo-de-moça e pé-de-moleque.

Há alguns anos não vejo mais quadrilhas tradicionais. Todas são uma mistura de feira agropecuária com carnaval e natal. Claro que as inovações são necessárias mas o que vi na UNA foge de qualquer conceito da cultura junina. São dezenas de “Grupos de Aproveitamento Folclóricos” que fazem da festa um comércio. Não sei quanto vale o prêmio, mas deve ser bom. Todos os grupos recebem um bom “incentivo” do Governo do Estado e Prefeitura. Cada um destes patrocinadores organiza o seu festival. No da Prefeitura a Federação que organiza a festa estava cobrando R$ 2,00 pra quem quisesse ver os grupos. Uma vez lá dentro não dá pra acreditar. Roupas de cetim e outros tecidos nobres, alcochoados, tanto brilho, lantejoulas e plumas que olhando de longe dava a impressão de estarmos no carnaval. Como diz a música mais tocada, “só tem gente que brilha na minha quadrilha”. Palha e chita são coisas do passado.

No único dia em que fui, vi coisas inacreditáveis. Um grupo mostrou uma quadrilha do futuro, roupas prateadas e (absurdo!) pisca-pisca nas roupas (tá vendo como tem natal?). Não sei se foi essa ou outra que fez uma homenagem ao Mestre Biroba (coitado). Além dos “hits” de Alcimar Monteiro, tocado em praticamente todas apresentações, teve rock, funk, brega e creu!. Ah, pra não ser tão chata e injusta devo admitir que escutei algum forró e vi um cangaceiro, estilizado, mas era um cangaceiro! Os jurados recebem cachês e o resultado nunca agrada. Em anos anteriores teve coordenador e jurados que tinham que andar com seguranças depois de serem ameaçados e levar tapas na nuca pra aprender a julgar direito.  A proprietária de um estabelecimento próximo à UNA disse que após uma das brigas um rapaz esfaqueado e sangrando veio cair em sua porta. É quadrilha de quê, mesmo? Em alguns dias a festa acabou 6:00 da manhã.

Lembro que “no meu tempo” quando acabavam as festas juninas já estávamos animados para o Macapá Verão com suas filas imensas na Veiga Cabral pro ônibus de Fazendinha e na volta às aulas (aleluia!), preparativos para os desfiles de 7 e 13 de setembro. Por falar nisso, mesmo tendo participado inúmeras vezes da Banda do IETA e ser uma saudosista de carteirinha, fico um pouco aliviada por não ter mais a competição das bandas. Já pensou? Seria vez do Mestre Oscar se revirar.

  

Mariléia Maciel



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h21
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Publicado no blog Papel de Seda, de Márcia Corrêa

Cachimbo da saudade

 

Da esquerda para a direita: presidente da Apitikatxi, Juventino Kaxuiana, Gilvana Santos, Valmir Santos e os caciques Peti Kaxuiana e Nassau Tiriyó

 

Dois caciques miscigenados e velhos amigos de muitas e boas causas se encontraram no alto das montanhas do Parque do Tumucumaque para acender o cachimbo da saudade e conversar olho no olho com os caciques de verdade. Gilvana Santos, assessora de imprensa da Funasa em Macapá e Valmir Santos, presidente da Fundação Curro Velho em Belém estiveram na Missão Tiriyó (aldeia), que fica localizada no Parque do Tumucumaque, município paraense de Óbidos, para uma reunião preparatória para a Conferência Estadual dos Povos Indígenas do Pará que acontecerá em agosto na capital paraense. A Funasa/Ap é quem atua na atenção básica de saúde naquela área. O objetivo da reunião era verificar as dificuldades e como o governo paraense pode contribuir nessas áreas indígenas, onde até então tem estado ausente.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h20
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Em homenagem ao centenário da imigração japonesa o Repiquete publica essa excelente reportagem do jornalista Humberto Moreira. Quem quiser deixar algum registro sobre a colônia japonesa no Amapá, pode usar a caixinha de comentário.

Na foto, minha amiga de Colégio Amapaense, Kasué Shibayama, que fez a viagem de volta e hoje mora no Japão com o marido e filhos.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 02h24
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100 Anos de imigração - A saga dos japoneses que vieram para o Amapá

Humberto Moreira – Reportagem publicada no jornal Leia Agora.

 

A imigração japonesa começou no inicio do século XX, com um acordo entre os governos do Brasil e do Japão. O Kasato Maru, primeiro navio de imigrantes, chegou ao porto de Santos em 18 de Junho de 1908, transportando 165 famílias que vinham para trabalhar nos cafezais do oeste paulista.

No Amapá a vinda dos nipônicos teve início somente em junho de 1953. As primeiras famílias chegaram em setembro daquele ano. O grupo saiu de Kobe a bordo do Afrika Maru e depois de algumas semanas em Belém essas famílias chegaram a Macapá a bordo do rebocador Araguari e da balsa Uaçá. Recebidos pelo primeiro governador Janary Nunes, seis dessas famílias foram para a Fazendinha. O restante seguiu para o Matapi, onde foi fundada a primeira colônia agrícola do Território.

Criado pelo presidente Getúlio Vargas em 1943 o Amapá carecia de mão-de-obra em todos os setores. Era preciso plantar para alimentar a população crescente na nova unidade da federação. Os japoneses encararam o desafio numa terra estranha, com a qual não tinham nenhuma afinidade.

 

Remanescentes

Chikahito Fugishima veio da ilha de Kumamoto e tinha seis anos quando desembarcou em Macapá na companhia de seus familiares. Naquela época somente 10 mil pessoas compunham a população da cidade. As famílias japonesas foram trabalhar na agricultura, produzindo verduras e hortaliças. Os Fugishima ganharam um lote de terra na Fazendinha, que na época era uma espécie de assentamento. Lá eles deveriam plantar produtos hortifrutigranjeiros para serem vendidos à população. .

Toru Onuka também estava entre os passageiros que chegaram à Macapá no Afrika Maru. O pai resolveu vir para o Brasil em busca de trabalho devido às dificuldades que o Japão passava após a derrota na segunda guerra mundial. Inicialmente a família foi levada para a Colônia do Matapi. O hoje empresário conceituado no ramo da fotografia diz que aqueles foram tempos difíceis, pois a ajuda oficial prometida quase nunca chegava: “Fomos para o mato sem conhecer nada. Meu pai teve que se virar para conseguir algum resultado”. Com o passar do tempo os japoneses começaram a adaptação. A barreira do idioma foi um obstáculo quase intransponível. A alimentação diferente, os costumes e a própria cultura dos locais atrapalharam bastante. Porém as dificuldades acabaram abrindo novos horizontes. Começaram a nascer os primeiros filhos (nisseis) enquanto o comercio de hortaliças caia em decadência, obrigando a procura por outras atividades.

O pai de Toru Onuka tinha experiência em mecânica de bicicletas. Antes do final da década de 50 ele resolveu abandonar o trabalho agrícola e montou uma bicicletaria na esquina da Feliciano Coelho com Eliezer Levy. Ajudado pelos filhos Toru e Masataka (este já nascido no Brasil) o velho Onuka prosperou e adotou a fotografia como hobby. Esse seria o embrião do Foto Tokyo, hoje um estabelecimento tradicional no ramo da fotografia.

 



Escrito por Alcilene Cavalcante às 02h20
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Outros rumos

Depois de algum tempo trabalhando no cultivo de hortaliças, algumas famílias perceberam que seria muito difícil viver só da lavoura. O macapaense daquela época tinha hábitos alimentares muito rígidos. Peixe, camarão e açaí eram sagrados, mas salada de vegetais não fazia parte do cardápio.

Essa preferência obrigou os japoneses a uma mudança de rumos. Muitos já nascidos no Brasil entraram para o serviço público. Um exemplo é a professora Mineko Hayashida (falecida), que depois de formar-se professora, abriu o primeiro restaurante japonês da cidade. O local era bastante freqüentado.

A colônia estava inteiramente entrosada na vida local. Uma parte das primeiras conquistas através dos livros, veio com a formatura de dois arquitetos, membros das famílias Onuka e Fujishima.

Hoje poucos continuam vendendo hortaliças. Dona Wakako Tateno possui um boxe na Feira do Mercado Central. Ela trabalha na venda de produtos agrícolas há bastante tempo e diz que não pretende mudar: “Já fui até doméstica, mas não consegui me afastar da feira”..

No Matapi as famílias Kubota e Meguro são remanescentes da primeira leva. Os filhos estão fora do país enquanto o que restou da família comercializa frangos e frutas.

Foto - Arquivo IBGE

O veterano Tomio Yoshidome continuou na agricultura e conseguiu relativo sucesso vendendo legumes e frutas para a Industria e Comercio de Minérios – Icomi. Acometido por um sério problema de saúde, Tomio passa as tarde lendo na varanda de sua casa. Ele diz que o sítio ajudou na fundação de uma empresa mineradora. O projeto desmoronou com a morte do irmão Yukio, vítima de um acidente numa mina do município de Calçoene.

A família voltou a trabalhar na agricultura no sítio da localidade de Campo Verde. Tomio foi acometido por uma doença cardíaca e se submeteu a uma operação recentemente. Devido à enfermidade do patriarca o sítio teve a produção diminuída. Mesmo assim talvez seja ele um dos últimos agricultores dentre os que vieram do Japão.

 

A viagem de volta

Muitos imigrantes nipônicos vieram para o Brasil pensando na viagem de volta. Isso deveria ocorrer assim que houvesse dinheiro suficiente. Porém os que voltaram foram os filhos dos filhos dessas famílias.

A segunda geração de japoneses no Brasil viu, definitivamente, sepultada a esperança de retornar ao Japão. A eclosão da II Guerra Mundial abalou a terra natal. Era mais seguro permanecer no Brasil. Muitos imigrantes começam a chegar neste período, atraídos pelos parentes que já tinham imigrado. Na década de 1930, o Brasil já abrigava a maior população de japoneses fora do Japão.

 

 

Miscigenação

 Uma das características da sociedade brasileira é a miscigenação. Mas no caso dos nipo-brasileiros, essa mistura levou um tempo maior para acontecer. Em Macapá existem famílias formadas por brasileiros e membros da colônia japonesa. Chicahito Fugishima casou duas vezes e tem cinco filhos nascidos dessa união com brasileiras. Jovens da segunda e da terceira geração de imigrantes, são casadas com amapaenses. Antigamente o casamento de japoneses fora da colônia não era aceito pelos imigrantes, pois a maioria pretendia voltar para o Japão. Portanto, quem casasse com um não-japonês teria que permanecer no Brasil.

A mulher de Tomio Yoshidome, dona Mishico, veio de Tomé-Açu para casar-se com ele. Isso prova que quando não havia nenhuma opção na colônia local era preciso buscar em outro lugar. Mas casar tinha que ser sempre com membros da colônia.

No caso dos imigrantes japoneses no Brasil, essa situação de isolamento étnico acabou por se deteriorar a partir da década de 1970. A partir das segunda e terceira gerações o fenômeno da miscigenação passou a fazer parte da realidade da colônia japonesa no Brasil.

Essa abertura proporcionou algumas uniões sui-gêneris. No Amapá existe um membro da família Fukuoka casado com uma negra da família Costa. A nissei Teresa, filha da imigrante Mineko Hayashida casou-se com um negro e teve belas filhas.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 02h03
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Celebridade

Nem Fernanda Takay e nem seus pais estavam a bordo do Afrika Maru naquela viagem em 1953. Porém ela nasceu em Serra do Navio, quando seu pai era funcionário da Icomi. Fernanda passou parte da infância na floresta, enquanto a industria de minérios abria um dos maiores buracos do planeta.

Depois disso a nikkei foi morar em Belo Horizonte onde formou a banda Pato Fu. Embora não seja integrante da comunidade oriental do Amapá Fernanda nasceu aqui nas terras Tucuju. É, portanto uma celebridade amapaense.

 Fernanda Takai com um filhote de Jaguatirica, na Serra do Navio, onde nasceu. Foto: Arquivo Fernanda.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 01h59
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Ministério Público consulta a sociedade em seu Planejamento Estratégico

O MP quer ouvir a sociedade na definição de sua estratégia de atuação e na elaboração se de seu Plano Geral de Ação.

A participação da população no Planejamento Estratégico do Ministério Público pode ser feita através do portal da internet do Ministério Público www.mp.ap.gov.br e em todos os prédios do MP no estado, através de formulário impresso de pesquisa.

A Assessoria de Comunicação do MP, através da jornalista Camila Karina, também buscou uma ampla parceria na internet: Sites de instituições públicas, sites de faculdades e blogs também irão linkar a consulta pública.

 Na versão impressa o formulário de pesquisa está disponível nas dependências da Procuradoria-Geral de Justiça, nas Promotorias de Justiça de Macapá, da Cidadania e nas promotorias de os Municípios.

E o Repiquete disponibiliza a consulta aqui.

Participe clicando no banner.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h38
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Caô contra Fátima Pelaes

A tentativa do partido da deputada federal Fátima Pelaes, o PMDB, de esvaziar sua candidatura, é um exemplo da falta de ética na política e de falta de respeito a uma liderança legítima.

A deputada Fátima é um quadro político e eleitoral do Amapá. Está no quarto mandato como deputada federal e já disputou eleições à prefeitura e ao governo.

Merecia tratamento respeitoso e reconhecimento político, tanto por parte de sua agremiação partidária, quanto dos ditos “aliados”.

A deputada continua entrincheirada para manter sua candidatura à prefeita de Macapá, mas manda recado: Diz que também sabe ser “do contra”.

Vamos ficar na arquibancada. Espiando.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h34
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Parabéns Mestre

Economista e professor Charles Chelala teve sua dissertação de Mestrado aprovada na noite de ontem com nota 9,75. Na banca avaliadora, Charles recebeu notas 10 e 9,5.

Parabéns amigo querido!!

Para mim você é 10.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h34
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Deu na coluna do Paulo Silva e eu adorei a noticia

Projeto selecionado

Marcílio Filho e Adriana Pacheco, servidores do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, vão representar o órgão no II Fórum de Gestão de Pessoas no Setor Público em Brasília. O projeto deles, " Implantação de seleção com competência no TRE-AP" , foi selecionado entre os sete trabalhos de todo o país. O Fórum será realizado dias 16 e 17 deste mês. Também viajam o presidente Carmo Antônio e o corregedor Luiz Carlos.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h27
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Macapá Marejando o meu olhar

Charles Chelala é economista, Diretor Acadêmico do CEAP, professor de Cursos de pós-graduação, Consultor do Sebrae, Consultor de Empresas, ex-secretário de Planejamento do Amapá, tem vários trabalhos realizados sobre a economia do Amapá e trabalhos de pesquisa. E ainda cozinha bem, principalmente comida árabe.

Nascido em Goiânia, Charles é filho de libanês com mineira. Passou a infância e adolescência entre Carmo do Rio Claro, em MG, e Cametá no Pará. Conheceu a amapaense Cláudia Fernandes Chelala, na Faculdade de Economia em Belém. Namoraram quatro anos e estão casados a 18.

Nesta segunda-feira, Charles Chelala defende dissertação do Mestrado em Desenvolvimento Regional, na Unifap, com uma pesquisa sobre “O Peso do Estado na Economia do Amapá”.

O Repiquete fica na torcida pela conquista do grau de Mestre pelo Charles,  Super-Melhor-Amigo(SMA) desta blogueira. E por quem nutro um imenso afeto desde a época de Faculdade e do agitado movimento estudantil em Belém.

Hoje o blog Mareja com Chelala.

 

 

Um programa sempre bom – Sentar na orla ao entardecer, tomando cerveja com camarão no bafo. Maravilhoso também é olhar o rio Amazonas depois da chuva. Ele fica com uma interessante cor de tucupi .

A arte do povo daqui – A voz do Amadeu Cavalcante, as composições de Joãozinho Gomes e o conjunto da obra de Zé Miguel.

A cara de Macapá – A beira-rio, na altura do Araxá. Do bar Norte das Águas dá pra ver toda a orla, e a noite, a beira-rio iluminada.

Um sabor – O sabor exótico da gengibirra e o sorvete de bacuri, da sorveteria Jesus de Nazaré. Tomo sorvete de bacuri há muito tempo, tomava em Belém e em Cametá ,mas o do seu Winter é inigualável.

Não dá pra esquecer – A Festa de aprovação do meu filho Samir, no vestibular de Economia da USP.

Uma alegria em Macapá - Ter recebido o prêmio “Nossa Gente”, conferido pelo jornal do Dia como “Destaque Economia 2007”. O próprio nome do prêmio fez-me sentir um legítimo macapaense        

Quem faz acontecer – O jornalista Correa Neto com seu site. Ele ensina que é possível fazer imprensa livre nesse estado.

Paisagem que mareja o meu olhar – Chegar em Macapá naquele vôo da tarde e ver a cidade de cima. Sempre me emociona.

É UÓ em Macapá – Não ter banda larga. E o trânsito com conversão à esquerda em rua de mão dupla.

A Macapá que eu quero – Que a beleza da cidade seja potencializada, com organização urbana, arborização, valorização da orla. A cidade é linda, mas fica com a beleza encoberta pela desorganização e falta de cuidados.

Sonha fazer por Macapá – Aprofundar e realizar mais pesquisas e estudos, que gerem bancos de dados que auxiliem a na elaboração de políticas públicas, que proporcionem melhoria na vida das pessoas que habitam aqui.

Um projeto ou atitude ousada para melhorar Macapá - Um grande investimento no saneamento urbano e um projeto sério de ordenamento das áreas de ressacas.

Um Lugar Bacana – O pátio da casa da minha super-melhor- amiga, Alcilene, onde sempre tem uma conversa boa.

 



Escrito por Alcilene Cavalcante às 00h07
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Coletiva

PSB e PSOL reúnem a imprensa hoje, em entrevista coletiva, para anunciar a chapa Camilo Capiberibe e Randolfe Rodrigues que irá concorrer, depois de homologada em convenção, à Prefeitura de Macapá. A aliança contará ainda com o PMN, que elegeu Jardel Nunes como presidente regional.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 23h58
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Aumentando a Família

Casal Waldez e Marília Góes aumentou a família com mais dois filhos de adoção no coração. Agora são sete filhos. Três naturais e quatro de coração.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 23h57
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Festa

Ministério Público promoveu bela cerimônia de posse dos novos Promotores de Justiça e realizou evento de acolhimento dos novos membros.

Extremo bom gosto em todos os detalhes, mostrou a beleza do trabalho de decoração e de competência nos serviços do Famillyas Buffet, que já vira grife de festa impecável. Pelo Ministério Público, os eventos contam com a competência da Chefe de Cerimonial Juliana Grunho e da chefe de Gabinete Promotora Ivana Cei.

Veja imagens

 Os novos Promotores de Justiça empossados.

 

 Fachada da Toca da Onça     Nicolau e Gláucia Crispino

   Brinde aos novos membros

 

 Os coquetéis    Mesa de doces

 Procuradora Clara Banha, Eu, Kátia(proprietária do Fammilyas Buffet) e Juliana Grunho.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 23h55
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Entrevista Juiz Marconi Pimenta

O Juiz de Direito Marconi Pimenta, que trava luta no combate a violência no trânsito, concedeu uma entrevista na sexta-feira no programa Tribuna da Cidade, que foi um verdadeiro convite à reflexão.

Marconi com inteligência, conhecimento de causa e lucidez, falou sobre o papel das instituições públicas, mas também sobre o papel das famílias. Quando um dos dois não cumpre o seu papel, o resultado é um mingau bombástico que mata: Bares e boites que não cumprem a lei do horário de fechamento, menores não habilitados causando acidentes, bêbados dirigindo, venda de bebidas a menores e outras mazelas.



Escrito por Alcilene Cavalcante às 23h39
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